Desenvolvedor-chefe do ReactOS propõem nova abordagem na compatibilidade com o Windows

O projeto ReactOS é uma iniciativa Open Source que visa desenvolver um sistema operacional que tenha compatibilidade binária com o Windows NT4 e versões posteriores. Ou seja, criar um clone do Windows. Em atividade há 11 anos, o sistema já consegue “dar boot”, tem desktop, interface de rede e suporta alguns aplicativos, como versões antigas do Microsoft Office e o navegador Firefox, mas ainda está longe de ser considerado pronto para o “dia-a-dia”. Frustrado com a falta de “progresso real” o desenvolvedor-chefe do ReactOS, Aleksey Bragin, propôs em sua lista de discussão uma nova abordagem na compatibilidade com o Windows: um sistema batizado de ARWINSS.

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ReactOS 0.3.11 sem data de lançamento

A versão 0.3.11 do ReactOS está atrasada e os desenvolvedores do sistema adiaram a data de lançamento. Prometido para o final de Outubro, a data foi removida do site oficial, que agora apenas conta com a informação de que “a próxima versão será a 0.3.11. Esperemos que esta nova versão traga diversas melhorias e que o atraso não demonstre de forma alguma uma paralisação no desenvolvimento do sistema.

ReactOS: Uma alternativa real ao Windows?

Encaremos os fatos: apesar das óbvias deficiências, o Windows ainda é o SO favorito da grande maioria dos usuários. O Linux, por sua vez, amarga uma injusta fama de “complicado”: muitos não migram para o Pinguim apenas para não ter que reaprender o “bê-a-bá” da informática.

Mas… e se alguém criasse um sistema operacional livre capaz de rodar a grande maioria dos programas desenvolvidos originalmente para o Windows? É aí que entra o ReactOS, um sistema operacional Open Source que visa ser binariamente compatível com o Windows.

Um pouco de História

Pode-se dizer que as sementes do projeto ReactOS foram lançadas em 1996 por Yannick Majoros, com o projeto FreeWin95. Na época, o Windows 95 ainda era novidade, e os desenvolvedores planejavam “cloná-lo” sob licença Open Source.

Após um ano de muita discussão, praticamente nada de concreto foi feito. No final de 1997 o projeto trocou de nome para “ReactOS” (o termo “react” vem de “reagir”). Agora sob a liderança de Jason Filby, os objetivos do grupo também mudaram: a equipe decidiu que seria bem mais proveitoso duplicar a arquitetura do Windows NT 4.

“O Windows XP e o Windows 2K são sistemas construídos sobre o NT4 – ou seja, são upgrades dele.” – declarou Filby em entrevista concedida em 2001. Ele continua: “Isto significa que a maior parte do que já fizemos (no ReactOS) é compatível com esses novos sistemas operacionais”.

Figura 1: Tela de Setup do ReactOS 0.3.9

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Revista Espirito Livre publica artigo sobre o ReactOS

Foi publicada na edição deste mês da revista Espirito Livre, reportagem sobre o ReactOS. No artigo intitulado “ReactOS: Uma alternativa real ao Windows?”, o autor Cristiano Rohling faz um retrospecto do projeto ReactOS, relata suas experiencias ao usar o sistema e traça uma visão sobre a disponibilidade do sistema em um futuro próximo. Se você leitor não conhece a revista Espirito Livre, vale a pena conferir a reportagem, as edições são gratuitas e os artigos editados por colaboradores ativos da comunidade brasileira de software livre. Para baixar a edição de agosto, clique na imagem abaixo:

Edição de agosto da revista Espirito Livre traz reportagem sobre o ReactOS.

ReactOS presente na Hackmeeting 2009

Foi realizado nos dias 19 a 21 de Junho o evento Hackmeeting 2009 em Milano, Itália, que contou com a participação de desenvolvedores e entusiastas do ReactOS. E mais um evento informal como outros que acontecem na Europa com o intuito de aproximar desenvolvedores e interessados no desenvolvimento de software de código aberto.

Os participantes do evento disponibilizaram dois vídeos, onde no primeiro apresentam o estande e o sistema e no segundo, o mais interessante, uma demonstração ao vivo com um integrante jogando Quake II – com o sistema instalado em hardware físico e o áudio funcional, e o trailer do filme Matrix rodando no VLC.

Seguem os vídeos (em inglês e italiano):